1 de ago de 2010

Transtorno Bipolar do Humor - Meu buraco negro... [É longo mas não deixe de ler, por favor!]


Hoje, domingo, passei um dia super gostoso com a família reunida e churrascando sem maiores compromissos a não ser pensar somente no que estava acontecendo.
Quando tudo acabou eu eu vim sentar-me à frente do PC e visitar meus blogs queridos, me deparei com a postagem da Elaine Gaspareto, intitulada O poço profundo em mim... Simplesmente não consegui comentar nada lá, porque me vi inundada de sensações e sentimentos equiparados aos dela e também conflitantes.
E fiquei matutando no quanto seria bom ou não eu abrir-me mais um pouco aqui. Resolvi que sim, será bom, porque, por pior que pareça, uma catarse sempre vale à pena pra nos livrar de todo e qualquer mal, sem falar na possibilidade de ajudar a outros em igual situação, já que "cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".
Sim, eu fui diagnosticada, há 6 anos, com o Transtorno Bipolar do Humor.

O Transtorno Bipolar é uma doença grave, limitante e que pode causar prejuízos importantes na vida de uma pessoa. De uma maneira geral, a principal característica do Transtorno Bipolar é a presença de instabilidade ou oscilação do humor. A pessoa bipolar apresenta fases de depressão e fases de mania ou euforia que se alternam ao longo do tempo. Pode manifestar-se de varias formas, dependendo da duração e intensidade das fases de mania e depressão. 

Na euforia ou mania, ocorre uma ativação dos processos psíquicos, o humor do paciente fica exaltado, “para cima”, com aumento de energia, de forma desproporcional ou sem relação com eventos da vida. O paciente pode se irritar facilmente e o fluxo de idéias, ficando acelerado. Também pode acontecer de, subitamente, o indivíduo passar a ter idéias bizarras, místicas ou espirituais que não fazem parte de suas crenças habituais. A alegria ou exaltação que normalmente as pessoas sentem não é tão duradoura, nem oferece riscos como a que ocorre no estado de euforia – que podem durar dias, semanas ou meses. Além disso, na mania acontecem mudanças importantes no comportamento, saúde física e raciocínio (o pensamento acelerado, característico da mania, nunca acontece em estado de normalidade). A família e as pessoas à volta percebem claramente as mudanças que, em geral, acontecem de forma abrupta. 

Os principais sintomas da Mania ou Hipomania são: 

• Aumento da Energia: excesso de atividade no trabalho, estudos, compras; aumento de conversas ao telefone, de sexo, exercícios, viagens ou noites na internet; 
• Humor irritável ou mais raramente eufórico; 
• Aumento da agressividade, presença de impaciência; 
• Aceleração de pensamentos, muitas idéias, devaneios e distrações presentes 
• Aumento da atividade mental, muitas idéias e planos; 
• Pensamentos com conteúdo exageradamente positivo: otimismo, sentimento de superioridade, arrogância, coragem, perda de timidez; 
• Aumento da impulsividade e de atividades de risco (esporte, gastos, sexo.) 
• Abuso/dependência de álcool e/ou drogas 
• Diminuição da necessidade de sono 

Na depressão, ocorre uma diminuição da energia, do prazer e a presença de tristeza e/ou irritabilidade. O indivíduo deprimido percebe que seus sentimentos diferem de uma tristeza normal sentida anteriormente. A pessoa deprimida reage às situações estressantes com sofrimento maior e mais prolongado, desproporcional ao estímulo. Tudo se transforma em problema e os problemas tornam-se mais pesados e difíceis de resolver. Quem sente tristeza normal, busca a companhia de outras pessoas, mas a pessoa com depressão prefere se isolar. Quando o indivíduo está triste, procura se ajudar; a pessoa deprimida não consegue acreditar na eficácia de qualquer ajuda, está descrente, sem interesse e força de vontade. Alguns pacientes deprimidos tentam se distrair e disfarçar a depressão, mas acabam irritados e sem paciência pelo esforço em aparentar bem-estar. Em casos mais graves, a pessoa fica muito lenta, com dificuldade de concentração e raciocínio e a velocidade do pensamento diminui, assim como na mania, esta alteração da velocidade normal do pensamento é algo que não ocorre em estado de normalidade. 

Os principais sintomas da Depressão são: 

• Diminuição da energia 
• Humor depressivo (triste ou irritável) 
• Diminuição da motivação 
• Diminuição ou perda do prazer 
• Raciocínio lento, baixa concentração e prejuízo da memória 
• Indecisão, apatia, desânimo 
• Pensamentos com conteúdo negativo: pessimismo exagerado, sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, vazio, culpa em relação a tudo, medo excessivo de ficar doente ou morrer, preocupações exageradas com todo e qualquer assunto. 
• Insônia ou sono em excesso 
• Dores pelo corpo e queixas físicas 
• Diminuição importante ou perda da libido 

De maneira geral, há três características principais que diferenciam um episódio de alteração do humor do Transtorno Bipolar de uma oscilação normal do humor: 

1. Intensidade: as alterações do humor que ocorrem no TBH são normalmente mais severas do que as oscilações normais do humor. 

2. Duração: um estado simples de mau humor, normalmente, termina em poucos dias, mas a mania ou a depressão pode durar semanas ou meses. Quando a pessoa sofre de ciclagem rápida, euforia e depressão podem ir e vir rapidamente, mas a pessoa habitualmente não retorna a um humor estável por um longo período. 

3. Interferência nas atividades da vida: os extremos no humor que ocorrem num TBH podem causar sérios prejuízos. Por exemplo: um episódio depressivo pode deixar uma pessoa incapaz de sair da cama ou ir até o trabalho; um episódio maníaco pode fazer uma pessoa ficar sem dormir durante várias noites e dias ou gastar um dinheiro que, de fato, ela não tem ou não desejaria desperdiçar. 

O Transtorno Bipolar é uma doença multifatorial. O que determina se um indivíduo terá ou não essa doença é principalmente a hereditariedade. Ou seja, existe uma predisposição biológica, geneticamente determinada, para apresentar o transtorno. Além disso, alguns fatores ambientais e psicológicos podem facilitar a manifestação das primeiras crises e são fatores importantes no desencadeamento de crises futuras. Entre estes fatores (chamados estressores) estão: a perda de alguém querido ou separações, mudanças importantes na vida (para melhor ou para pior), alteração do ritmo de sono (mudanças de fuso, trabalho noturno ou noites mal dormidas), uso de álcool e/ou drogas. 

O tratamento indicado para o Transtorno Bipolar é prioritariamente farmacológico e feito por um psiquiatra, mas a associação da farmacoterapia com a psicoterapia é a forma mais eficaz de controlar os sintomas e prevenir recaídas. 

Esta é a parte "técnica" do problema, vista por alguém que está fora, na maioria das vezes, da situação. Não é um fardo leve de se carregar, ao contrário. Falo agora por mim, como alguém que foi diagnosticada com esse transtorno. Há um sentimento de culpa quase sempre presente, pois não é algo agradável estar bem e de um segundo para outro sentir-se a pessoa mais vazia do mundo e sem nenhuma causa aparente e mesmo assim com todas possíveis. Ver os que estão ao seu lado sofrerem por não saberem lidar com o problema, ver a inutilidade das tentativas de disfarçar a situação. É horrível ter que ouvir de pessoas que não entendem que tudo depende da gente, que se não quisermos sentir essas coisas basta rezar, levantar, se sacudir. Alguma vez alguém já quis ficar doente pelo prazer de dizer que tem determinada doença? A sensação de se ser um estrangeiro em qualquer lugar é enorme, tanto que, muitas vezes, passamos a ser de nós mesmos. 
Sentir-se como mais um estrangeiro num país de muitos, onde ninguém se entende é mais que comum, ainda mais quando se tenta por todos os meios falar algo e parece que jamais vai conseguir chegar a um idioma comum. 
Mas há quem diga que há o lado bom, e realmente há alguns episódios em que tudo fica mais claro. Em momentos de mania, onde a insônia quase se faz crônica, e no meu caso, a produção aumenta, há sempre uma disposição maior pra efetuar pequenas tarefas, como escrever, mas é pior quando a depressão se instala e parece que fomos fatiados em dois e por mais que uma das bandas queira fazer algo a outra não se mexe. 

Passar o resto da vida dependente de um remédio que ameniza e te estabiliza é como sentir que está como um pássaro que vive fora da gaiola, mas com uma corrente atada aos pés... 
Segurança, confiança, felicidade são conceitos e termos que passam a ser fugazes, pois por mais que a razão (uma das bandas) prove que há e que esteja realmente ao seu lado, há sempre a outra banda revoltosa que não deixa acreditar. 
Na verdade parece que somos rodeados por milhões de faces fantasmas que nos perturbam diariamente enlouquecendo-nos ainda mais com questões e conflitos para os quais nunca encontraremos respostas.
Conviver com um bipolar não é fácil, é uma tarefa enlouquecedora, admito, mas também posso dizer que é possível. Ainda mais quando há a vontade real e sincera de conhecer quem está ao seu lado, quando há amor e respeito pelas diferenças alheias. 

Não sei se atingi o objetivo de escrever algo coerente sobre esse assunto, que é muito doloroso, mas, aqui está um depoimento que é, ao mesmo tempo, um pedido de desculpas e a constatação de um fato, mas em momento algum se faz como desculpa para agir irresponsavelmente ou com o real intuito de magoar alguém.

Agradeço, de coração, a quem teve a paciência de ler esse texto tão extenso e denso!


Ah sim, sou eu na foto...

Se quiser mais uma fonte de pesquisa vá ao Psicosite, onde  também fui beber pra escrever.

31 Comentários:

calma que estou com pressa disse...

oi amiga- vim agradecer por participar do sorteio- eme deparo com este teu desabafo- é amiga - só quem nunca teve, ou não sfre desta doença emocional ão sabe o que é - sofremos preconceitos, falam que é fresucra, falam- levanta e sacode a poeira- mas acho assim cada individo ´único - e cada um sabe a dor e delicia de ser o que é - e nem sempre é delicia não - já me flarm que é genético, que é emocional já fizeram tudo que é exame - e a úncia coisa que sempre ouço é psicossomatico - e o pior não consigo melhorar, faem mais 12 anos que tomo medicação para contrlar, anisedade, depressão, as vezes me ataca a labirintite, já tive sindrome de pãnico, de não sair na rua mesmo_
entao só tenho a dizer - é uma luta diária, e tu tem todo direito sim de deabafar aqui, é uma maneira de nos conhecermos, e tu vai vendo que não está sozinha nesta-
já desabafei aqui no mundo blogistico, já tive amigas me dando apoio, umas flando aquelas coisas de semre- a menina levanta, umas me mandavam email que eu não poderia ter escrito , me exposto, pois eu era uma pessoa pública- hãmmm -- se bem que todas nós somos- entãoao é uma boa maneira de falar sobre isto - e teve várias pessoas que mandaram email - falando dos seus probelmas - é amiga não estamos sozinhas nesta-
e pode sim desabafar aqui -
bjs

Liz Dantas disse...

O seu post me chaou atenção,pois tenho um irmão que sofre de "transtorno bipolar"

Anônimo disse...

Querida:
Desabafo é bom sim e preciso. Nem que sirva só para sabermos que não estamos sozinhas com a dor. Meu filho de 24 anos foi diagnosticado a 6 . Tudo o que vivi e passei daria um livro bem grosso. Sofri bastante, chorei demais, mas estou indo em frente, seguindo e aprendendo. POsso dizer que tudo isto me fez um ser bem melhor, muito mais sensível e acolhedora.
Abraços na alma

RUTH
ruthreginalrb@yahoo.com.br

Roberta M. disse...

FLOR, TODOS TEMOS NOSSOS TRANSTORNOS, BURACOS NEGROS, PROBLEMAS E COMPARTILHAR AQUI NÁO É DEMONSTRAR FRAQUEZA OU SE EXPOR, É DIVIDIR, COMPARTILHAR, POIS SER AMIGO NÁO É SÓ OBA OBA, É SER AMIGO NA DOR, NA ALEGRIA, NOS PROBLEMAS E NAS SOLUCOES DESSES. SEI O QUE É TER UM TRANSTORNO POIS SOU TDAH E MEU FILHOTE TB É, E POSSO TE GARANTIR, É UM PROBLEMA BEM ENJOADINHO E QUE POUCOS ENTENDEM.....MAS ESTEJA CERTA QUE AJUDA DE UM BOM PSIQUIATRA, MEDICACAO ADEQUADA E UM TERAPIA DAO MUITO SUPORTE E UMA GRANDE CHANCE DE MINIMIZAR AO MÁXIMO TODOS ESSES SINTOMAS, SE CUIDA QUERIDA, BEIJOS GRANDES

Vicentina disse...

Olá querida, muito bom ter com quem desabafar né mesmo, sabe que eu em uma certa época da minha vida tive depressão? mas um dia em uma consulta o médico me disse "vc tem uma família filhos perfeitos não tem motivos para ficar assim".
A partir daquele dia saí do médico e disse pra mim mesmo vou mudar e graças a Deus hoje sou outra pessoa, mas tbm sofri muito. São fazes isto tudo vai passar, tenha muita fé, mas tbm pode desabafar isto faz muito bem pra gente.
Bjs e tenha uma excelente semana.

Ana Carla Benet disse...

Menina, q bom vc falar isso pra gente. Conheci uma pessoa q é bipolar e não sabia como lidar ... não tinha informações sobre sintomas, etc.

Bjo

Fernanda Reali disse...

Paty, que bom ler um desabafo tão aberto assim, pois ajuda muita gente, pode acreditar. Já tive depressão e fui buscar ajuda, 5 anos de psicoterapia e remedios. Estou ótima há 4 anos, mas me cuido.

Não concordei com esta tua frase:

"Passar o resto da vida dependente de um remédio que ameniza e te estabiliza é como sentir que está como um pássaro que vive fora da gaiola, mas com uma corrente atada aos pés... "

Nada disso, não é mesmo. O remédio não é uma corrente que te prende, pelo contrário, é uma JANELA ABERTA que permite ao pássaro voar mais longe. A ciência é nossa aliada e é indispensável em toda a nossa vida> anticoncepcional, remedio de pressão, de taquicardia, de alergias, enfim, são oisas que as pessoas tem que tomar sempre, mas que não aprisionam, e sim libertam para uma melhor qualidade de vida.

Não veja o copo meio vazio, veja o copo meio cheio: tu tens acesso ao diagnóstico e à medicação, ou seja, não precisa sofrer com a doença, estás livre!

Beijos, adorei!

Elis (Coisas de Lily) disse...

Foi bom te "ouvir".
Te desejo forças.
Beijos!

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Eu gostei do parecer da Fernanda.
Como geralmente a bipolaridade se dá através de uma descompensação química cerebral, o lítio e outros elementos nos remédios podem ajudar (apesar dos efeitos colaterais).

Um sintoma grave que os bipolares sentem é a culpa: culpa pelos atos nos momentos de euforia/depressão. E uma forte culpa por achar que a bipolaridade é um desvio comportamental, como se fosse culpa do próprio indivíduo. Nunca entre nessa culpa, que é tão comum entre bipolares.

Saiba SEMPRE que teremos ouvidos pra te ouvir, olhos para te ler. Desabafe sim seus sentimentos, o que pensa, o que acredita. Assim você ainda ajuda a muitas pessoas que passam pelo mesmo problema. E jamais se julgue menos, por qualquer motivo. Todos nós temos defeitos, temos problemas de saúde, temos problemas emocionais. Viu frô?
adoro vc! um beijo e boa semana

Elaine Gaspareto disse...

Querida,
Peço a Deus que cada texto meu seja tão proveitoso quanto este tem se mostrado. Recebi 12 emails de pessoas relatando as mesmas coisas e dizendo da vontade de se abrir.

Este teu texto é muito dolorido. Imagino o quanto de dor e solidão há em cada palavra, e o quanto você já passou.
Sim, é uma doença e como toda doença precisa de remédios. Entendo a sensação de prisão que isso trás por que é uma dependência, né?
Mas é preciso. Tenho um amigo querido que é bipolar e sei o quanto ele sofre porque consideram a doença "frescura", já que as pessoas consideram sério apenas aquilo que sangra.
Elas não entendem que há sangramentos interiores,cujo efeito é devastador!

Posso opinar? Fale mais de você, mais da sua realidade.
Outras pessoas serão ajudadas e quebrar preconceitos é uma coisa muito importante.

Beijos e se precisar estou aqui, tá?

Veronica Kraemer disse...

Patty, este post muito denso me impressionou. Você é uma pessoas generosa, dividindo conosco suas questões, para assim poder ajudar outras pessoas.
Gosto muito de ti e te admiro cada dia mais!!!
Parabéns por sua coragem e altruísmo!!!
Amiga, adoreiiiiiiiiiiiiii seus trabalhos em tecido, você vai longe, viu?
Beijosssssssssssssss e uma linda semana pra ti
Vero

margaret disse...

Li tudinho e pensei: o que dizer?
As vezes as palavras faltam.
Mas eu acho que o mais importante é a sua consciencia perante tudo. E como conversamos um dia, vc luta para poder passar por tudo da melhor forma possivel.
No mais eu to aqui ta? Voce sabe...pra sempre que precisar conversar sobre isso ou pra falar besteiras e darmos risadas juntas.
Beijinhos e neste post um beijinho carregado de muito mais carinho.

Patricia Daltro disse...

Irmã e xará,
Como esse texto mexeu comigo. Já conversamos um pouco sobre isso e conhecia essa "sua face". E sabe, concordo com a Fernanda, remédio não aprisiona, mas sim, liberta. Eu fui diagnostica cedo, aos 13 anos, quando tive crise do pânico. Fiz 15 anos de terapia e durante todos esses anos tomei remédio. O que me permitiu VIVER! De verdade, sabe.
Eu parei de tomar os remédios durante a gravidez. E acabei optando por parar de vez com eles.

A terapeuta sugeriu que então, eu me ocupasse com alguma coisa prazeirosa, foi mais um dos motivos que me levaram ao artesanato e ao blog.

Mas, sim, todos os dias é difícil levantar da cama, preciso relembrar todas as minhas motivações e só assim vou acertando o prumo.

Vou te falar o que minha terapeuta sempre me dizia: Não tenha vergonha do que você é, porque não foi você que escolheu ser assim. Apenas viva um dia de cada vez.

E saiba, que do lado de cá dessa tela, tem pessoas que estarão sempre prontas para estar ao seu lado, independente de qual lado da gangorra você esteja! :o))

Eliza Lopes disse...

Saiba que aqui é seu cantinho e você pode desabafar sempre que precisar, pois estaremos sempre apoiando e dando uma força amiga.
Não sinta medo de expor seus sentimentos ou dificuldades, todos nós passamos por isso e estamos de braços abertos uns com os outros ajudando no que for possível.
Você é uma pessoa de bom coração a adoro seu blog.
Ultimamente tenho me sentido, com o humor transtornado, até cheguei a comentar no meu blog. Espero não ser nada, mais vejo que tudo o que sinto este citado nos sintomas da depresão. Seu post foi muito útil e explicou muitas coisas sobre a depressão e o transtorno bipolar.
Brande beijos fica com Deus.

Leticia disse...

Paty
vi o seu tuit e resolvi vir ler o texto. Muita coragem da sua parte em escrever um texto contando um pouco disso tudo. Eu mesma, não conhecia muito bem os sintomas do transtorno. E penso, quem nunca teve algum tipo de transtorno ou problema psicológico? Muitas pessoas não conseguem assumir isso. Eu mesma tive depressão e anorexia, mas ainda não consigo escrever tão abertamente sobre isso. Faço terapia a um ano e meio e hoje consigo falar mais sobre isso. Quem me dera ter a sua coragem de falar sobre o problema de peito aberto, mesmo que a ferida ainda doa...
Parabéns pela sua coragem, Paty.
E sempre q precisar, pode contar, que estarei também por aqui.
Beijos
lelê

lu http//:minha-distraçao.blogspot.com/ disse...

Oi Minha linda amiga ,me emocionei com seu post deu uma vontade imensa de te dar um grande abraço mesmo que virtual,senti um orgulho enorme de você e ainda mais admiraçao e que orgulho de poder conhecer você,a linda Frô doce, corajosa e muito querida.
estarei sempre aqui e conte sempre comigo.
Deus abençoe lindamente a sua vida.
Beijo Lu

Rita Vieira disse...

Amiga, só a gente sabe o que passa, né?!

Só posso te dizer que estou aqui pro que precisar, moça do pezinho pequenino...

beijão!

Renata França disse...

Oi Paty!!
Fiquei muito emocionada com sua postagem, pois meu irmão gêmeo sofre do mesmo transtorno que você e já sofremos demais em casa!!!
Hj ele vive uma vida tranquila, sob medicação e mta ajuda terapêutica!!!
Achei muito corajoso e bonito desabafar aqui no blog.
Admiro pessoas como você!!!
Mil beijos!!!

Betty Gaeta disse...

Parabéns pela tomada de posição. O fato de se assumir é ótimo. Eu tenho, ou tive um problema de doença grave e não gosto de falar no assunto. Não gosto pq detesto que as pessoas sintam pena de mim, que o assunto comece a rodar em torno da minha doença.
Espero um dia estar emocionalmente forte o bastante para fazer como vc. Assumir que tive uma doença, mas que acabou. Falar o nome desta doença sem medo que ela volte.
... e eu já passei por muita terapia, mas ainda preciso muito mais para chegar ao ponto que vc chegou.
Bjkas e uma ótima semana para vc.

Bia disse...

Oi Paty!
Desculpa a intromissão mas é que esse assunto eu conheço um pouco porque até já dei aulas sobre Terapia Cognitiva da Depressão, um conceito de cura terapêutica e tratamento através da mudança cognitiva e comportamental do indivíduo e queria te perguntar algumas coisas...atualmente existem mitos sobre o diagnóstico das depressões, misturando um pouco as mesmas. Por exemplo: às vezes a pessoa tem uma personalidade bordeline e é diagnósticada como depressiva, entende? Não estou dizendo que seu diagnóstico está incorreto, mas às vezes é necessário rever alguns conceitos para que vc mesmo não se rotule, não se coloque estereótipos, ok???
Qq dúvida, me pergunte que te explico melhor.
Bjs

Jurubeba disse...

Paty,

Sempre sinto uma enorme dificuldade em comentar nesses posts que lidam com assuntos tão delicados. Li seu post ontem e hoje antes de reler, fui ver o da Elaine Gaspareto. Lembro que o relato do Mauj sobre o medo e o da Patrícia Daltro "Minhas mais terríveis histórias de horror" causaram o mesmo impacto.
Não sei com os outros encaram, mas leio, me sinto um pouco desconfortável, penso, reflito e releio depois. No outros não consegui comentar, mas queria deixar algumas palavras.
O blog às vezes serve como os antigos diários, a gente escreve para nós mesmos, como se fosse um desabafo. Mesmo sabendo que tem pessoas que lêem e comentam, não estamos olhando elas nos olhos e ouvindo sua voz, vendo sua feições. É muita mais fácil escrever apenas olhando para uma tela de computador.
Mesmo assim, é preciso coragem para tirar a carapuça que vestimos através das palavras e textos e nos mostrarmos de verdade para quem nos visita todo dia. Coragem de mostrar as fraquezas, medos e dividir nossos problemas.
E eu admiro quem consegue fazer isso e também me sinto mais próxima de vocês.
Bem, não escrevi sobre o seu assunto, afinal não teria muito o que dizer. Só escrevi o que senti!

Beijos

Cris disse...

Bem minha querida Paty, como não compartilhar com você esse momento!?
Papai era bipolar e esquizofrênico, demoramos a detectar a doença pois ele era cheio de manias e também devido a ele não se dar com os parentes tanto do seu lado dele como os da mamãe achávamos que jamais era doença. Enfim em abril de 2002 mamãe, eu e meu irmão resolvemos interná-lo num hospital muito renomado aqui em Curitiba, Hospital Psiquiatrico Bom Retiro.
Ficou internado durante 60 dias, durante esses longos dias frequentamos 4 vezes por semana, com acompanhamento de psiquiatra e psicologos, mas graças a Deus o médico conseguiu o diganóstico certo e o remedio também o Ziprexa, muito caro, porém muitíssimo eficaz..Papai foi bem até 2007, porém teve uma recaida e voltou a ser internado, como sempre tudo muito sofrido, mas necessário. Porque ao longo do tratamento o paciente se sente pleno e deixa os remedios..Infelizmente em março de 2008 papai teve um cancêr fulminante e se foi.... Mas mesmo nós sofrendo com a doença dele nunca o abandonamos, nem tínhamos vergonha dele, por que ele e nos dava um amor imenso...e amávamos ele demais! Como sentimos sua falta..
Bom compartilhar conosco querida este momento tão seu..mas tão nosso.. e de você não ter vergonha de expor, porque esta é uma doença do século, e temos que ficar bem atentos porque ela é hereditária!
Fica aqui meu abraço bemmmm apertado, e a certeza que tudo dá certo quando se tem Amor! É isso!
Bjs no seu coração..

E fica aqui uma rosa ჱܓpra você em sinal de meu respeito por ti e por todos que sofrem deste transtorno! ჱܓ

Denise Lopes disse...

Oi amiga, é muito importante que possamos, também, usar este espaço para nossos desabafos. Todas nós, ou quase todas, temos nossos segredos, nossos momentos de altos e baixos, nossas crises e alguns diagnósticos. Não se sinta diminuída por isso, não se sinta só...tenha certeza que todas estamos te apoiando, estamos aqui para te escutar e encorajar...O melhor "remédio" para essas situações é a paciência de quem está do lado de cá, o respeito, a compreensão...Não se sinta diferente...você é como todas nós...cada qual com sua característica, mesmo que as vezes secreta...beijos

welze disse...

realmente um texto ou postagem longa, densa e muito, mas, muito interessante, oportuno e necessário. Como é bom ver que tem gente que entende o que está sentindo. Muitas pessoas sofrem e nem sabem o porque ou de que. Tenha fé, em algo ou alguém, que tudo há de melhorar.

Rosana Remor disse...

Que bom que tivesses a coragem de desabafar!!Conheço pessoas que tem estes mesmos sintomas...não é fácil...mas desabafar já é um grande passo!!Espero que você tenha fé e acredite em dias melhores!!Beijos!!

Larissa L. disse...

Oi Paty!
Não pude ler ontem mas hoje estou aqui. Li tudo e estou digerindo suas palavras, força para você, sempre!
Bj

Cíntia disse...

Paty querida,eu sempre quis saber melhor sobre esse assunto e seu texto foi bem esclarecedor e informativo.Eu já tive depressão tbm amiga e é muito dolorido mesmo,preciso sempre estar atenta para não cair, quando percebo a tristeza me rondando já corro para o meu médico.Muito doloroso seu depoimento,mas vc fez bem em escrever,pois com certeza irá ajudar outras pessoas.Amiga, nos conhecemos a pouco tempo,mas já gosto muito de vc e quero com muita sinceridade dizer que se precisar de mim, por favor é só dizer tá? Beijosss e estou aqui sempre torcendo por vc ♥

Iara disse...

Paty minha flor, nunca desanime e nunca se culpe, me trato de depressão há tres anos já, estou muito bem ultimamente, mas comi o pão que o diabo amassou. Continuo em tratamneto, análise e remédios, demorei pra pedir ajuda e isso com certeza atrasará o fim do tratamento, mas enfim criei coragem e fui, precisei me ouvir e parar de ouvir os outros para tomar coragem. Enquanto todo mundo acha que é frescura, só a gente sabe a dor que carrega na alma.
Sempre que precisares conte comigo, estou sempre aqui.
Beijos

Clau Finotti disse...

Oi querida!

Só hoje voltei para ler o post.

Realmente não tenho como comentar com conhecimento de causa.

A única coisa parecida que já senti foi qdo tomava uns remédios para emagrecer aparentemente inofensivos que me faziam pensar que podia tudo, ficava linda, feliz, eufórica, fazendo mil planos, gastando horrores, achando todo mundo lindo e perfeito e q todos os problemas tinham solução.

Depois do efeito era o fundo do poço, tinha vontade de morrer, literalmente, não de me matar, mas de deixar de viver. Era uma deprê infernal.

Só que qdo parei de usar essas bombas tudo passou e hoje tenho equilíbrio.

Também sei que não há como dizer: ânimo, sacode a poeira e tudo irá se resolver, pq sei que não é questão de estado de espírito apenas, é um transtorno e como tal deve ser tratado.

A única coisa que sei que funciona e que nunca falhou comigo em qualquer situação, é acordar de manhã e pedir forças a Deus ou seja lá o que for que vc acredite.

E, claro, os medicamentos.

Grande beijo, use e abuse dos meus ouvidos e ombro virtual!

Clau

Sandra Peres disse...

Olha Paty, nem sei o que dizer, me identifiquei muito com você, só naõ tenho o diagnóstico de um médico, não fui por medo, falta de dinheiro, preguiça. Já marquei algumas consultas, ou acabo faltando ou o médico não diz nada, cobra muito caro ou remarca para dalí a 3 meses, o que me faz desistir, como vou levando, deixo de lado. Estou vendo meu relacionamento indo por água a baixo, devido essa minha personalidade difícil e ambígua. Sempre acho que posso controlar, mas não posso, sofro e faço todo mundo sofrer. Li seu texto e me dei um tempo, curto, se não melhorar, junto com coisas que acredito que me façam melhorar, vou procurar ajuda médica.
Tomar os remédios, o que me deixa mais com medo de ser dependente, pode me garantir mais qualidade de vida, e sossego, meu e dos que estão por perto.

Obrigada por dividir e alertar.
Fato que bem ou mal humorada, vc tem muitos amigos.

Beijos

Se cuida!!!

ISMÁLIA disse...

Sei exatamente do que você está falando, há dez anos que eu sinto na pele, na alma, na carne, na vida, tudo o que você está falando e por isso eu a entendo, minha querida!
Sei o que é temer a morte mais do que tudo neste mundo e ao mesmo tempo, desejá-la cada segundo da minha vida;
Sei o que é acordar dias e dias seguidos sem ter forças para sair da cama;
Sei também o que é ficar noites e noites sem dormir, enérgica, animada,"feliz",poderosa...então vou às compras e... nem preciso dizer o que eu faço,né?
AMEI O SEU BLOG! BJOOOOS!
Obs.Leia minha história no Bipolar Brasil (relato Ismália, a professora)

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